Para a
formação da mais numerosa família do vale do Açu, ai atuante,em franca e
permanente ebolição.
Não é tão
fácil traçar um perfil isolado de Alto do Rodrigues ou de qual quer das outras
comunidades que compõem o conglomerado homogêneo chamado várzea do Açu, louvada
por Manoel Rodrigues de Melo, seus hábitos filosofia e vida, cultura, afinal
são peculiaridades intimamente ligadas, formando um ambiente único, indivisível
pois todos têm identificação congênere, sem peculiaridades ou fronteiras de
identificação .
Tanto assim
é que ,vez por outra, se confundem pessoas, imagens, paisagens até umas com as
outras mesmo de ambientes definidos, porem de semelhantes identidades
geográficas e sociais.
O fato de o
município de Alto Rodrigues haver adotado como peculiaridade exclusiva a
perseguição ao Progresso ,foi herança da povoação entregue a ancestrais visionários
e mais afoitos,como os Tabatingueiros, que exportavam a sua produção agrícola
na própria cabeça, vez que não existia outro meio de transporte seguro,eficaz e
com precisão necessária á exposição no mercado importador.
A prova
disso está ai ABERLADO RODRIGUES FILHO que , pela quarta vez, foi escolhido para administrar o seu povo
e sua terra, com retidão, com amor, com firmeza e com orgulho do cargo, da
posição e do nome da família que ostenta com todos os brasões mantendo, como
bússola de uma rota a convicção de que o povo nem um do mundo venceu sem
trabalhar...
Como falaram de Alto do Rodrigues, no
passado e no presente, quem ouviu os ecos de suas primordiais manifestações
JOAQUIM RODRIGUES FERREIRA
Joaquim Rodrigues ferreira era filho
do português Manoel Rodrigues Ferreira e
da brasileira norte- rio- grandense Isabel Rodrigues Ferreira. Nasceu na
fazenda Boa vista, do municípo de Pendências, a 26 de outubro de 1827.
Casou-se, em primeiras núpcias com Generosa Rodrigues da Silveira, a 15 de
setembro de 1857. Desse consórcio, houve
06 filhos, enviuvando a 15 de maio de 1869, contraiu casamento, pela segunda
vez, com Ricardina Rodrigues Cavalcanti a 21 de outubro de 1873, havendo ainda
16 filhos fazendeiro e agricultor, dedicou-se particularmente ao comércio no
qual fez fortuna e conquistou amizades, político, militou sempre ao lado do
partido conservador, no período monárquico, tendo como chefe o padre João
Manoel de Carvalho.
Com o advento da idéia república, filiou-se ao partido Republicano
acompanhando os Drs. Pedro Velho , Miguel Joaquim de Castro, Amintas Barros e
outros. A sua influência política estendia-se da cidade de Macau ao Baixo Açu,
aonde contava com grande número de amigos e correligionários.
Coronel da guarda nacional, exerceu o
cargo de administrador da mesa de rendas estaduais de Macau, sendo ainda nomeado,
1871, terceiro suplente de Juiz municipal do termo de Angicos, cargo que não
ocupou por não ter “solicitado em tempo o respectivo título” chefe de família
numerosa elevam-se a 77 pessoas o número dos seus descendentes, assim
atribuídos; 22 filhos, 43 netos e 28 bisnetos. Simples, modestos, não
traía gravidade do seu porte sereno e
calmo. Usava óculos compondo assim um rosto longo,amaciado pela brandura dos
gestos e pela imponência do bigode e do
cavanhaque. A sua fisionomia era calma, serena e sossegada. Era realmente um
homem na legítima acepção do termo. Os velhos do seu tempo que com ele lutavam
pela grandeza e prosperidade.