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memoriasdo Alto pag.119a125 continuação do livro




ALTO DO RODRIGUES
JOÃO BATISTA SENA
Um dos ramos mais viçosos da dinastia SENA,
de tantos valores individuais e comunitários da Várzea
do Açu, filho de Graciliano Antão de Sena e de Marfisa
Freire de Sena, estabeleceu-se no Alto do Rodrigues,
após ser nomeado Escrivão, Tabelião e Oficial do Regis-
tro Civil
. Não foi muito além de sua profissão, limitan-
do-se às atividades forenses até se aposentar, quando
transferiu para seu filho Aluísio as funções e o exercício
notarial. Outros filhos fazem a lista de sua prole que se
espalhou para além da Várzea do Açu. Em Macau, loca-
lizamos Alexandre, progressista comerciante.
FRANCISCO FERNANDES DE OLIVEIRA
CHICOLA
FRANCISCO FERNANDES DE OLIVEIRA,
conhecido e tratado em toda a região por Chicola, filho
adotivo de João Teresa e de D. Rosa, já nossos conheci-
dos, embora seja filho biológico de Manoel Cândido, da
ribeira de Canafístula, município de Alto do Rodrigues,
funcionário público estadual na década de 60, quando
era governador Aluízio Alves que o nomeou e demitiu
.
Elegeu-se vereador na Câmara de Alto do Rodrigues,
por mais de uma vez. Casado com D. N air, com quem
produziu os seguintes filhos: Heider, bem
' sucedido
comerciante em Alto do Rodrigues, João Neto, cujo
nome homenageia o avô, patriarca João Teresa; Renan,
Francisco de Assis; Jurema, Ana, Regina, Célia. Trocou
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GILBERTO FREIRE DE MELO
a política partidária por atividades comerciais, depois
pelas comunicações, e hoje é proprietário de uma emis
-
sora de rádio FM e de uma empresa de publicidade que
divulga os eventos, os estabelecimentos comerciais
e
até os aniversários de pessoas da região. Nunca ficou
parado, a não ser nas horas de dormir, quando, para
variar, fazia meninos aos quais deu formação pedagó-
gica e profissional
.
Sua mãe, D. Rosa, de quem comemoramos em
2007 os 100 anos de nascimento, está aí firme e forte,
possível candidata a um segundo centenário.
GIOVANE JUSTINO DE SOUZA
Daqui mesmo, da comunidade de Alto do Rodri-
gues, porém oriundo dos Justino Peixoto de Pendências,
fixou-se no Alto, e teve relativa formação pedagógica e
cedo foi nomeado Oficial de Justiça da comarca de Pen-
dências, com funções destinadas ao Termo Judiciário de
Alto do Rodrigues, onde permaneceu até se aposentar
.
Fez algumas investidas pela política, elegendo-se vere-




Com 5 mandatos na Câmara de
Vereadores, Giovani Justino de
Souza ainda presta serviços
à
comunidade de Alto do Rodrigues.





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ALTO DO RODRIGUES
ador em cinco legislaturas. Atualmente, aposentado,
casado em segundas núpcias e residindo na cidade de
Pendências, onde o encontramos
, militando ainda na
ajuda aos candidatos que o procuram
GETÚLIO MOURA
Registrado e batizado Getúlio Xavier de Moura,
nasceu em Tabatinga, no dia 22 de janeiro de 1962.
Aos dois anos idade
, em virtude de remoção de seus
pais que fixaram residência n
a cidade de Macau, saiu
de Tabatinga, sem perder, porém, a sua vinculação
com as raízes que o fizeram brotar. Exercendo algu-
mas posições técnico-ambientais na PETROBRAS,
Getúlio, ainda se dá ao prazer de pesquisar história,
antropologia, arqueologia, atividades essas que o fize-
ram produzir, na literatura
, o livro UM RIO GRANDE
E MACAU, considerada a obra prima da história de
nossas raízes, dando a Macau e à região a sua autono-
mia histórica e a sua maioridade cultural. Esse traba-
lho, além de esclarecer certos fatos narrados sob elu-




Pesquisador e escritor assaz
louvado, Getúlio Moura é
tabatingueiro.



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GILBERTO FREIRE DE MELO

cubrações de outras autoridades, registra os atos e os
fatos como realmente se passaram, obtendo o respaldo
de autores credenciados, como disse o saudoso Olavo
Medeiros Filho: "Considero o ensaio de Getúlio moura
um marco na bibliografia norte-riograndense
. Trata-se
da melhor obra
j á escri ta sobre aquela importante região
salineira e petrolífera".
Continua exercendo suas atividades de Técnico
Ambiental na PETROBRAS, enveredando, particu-
larmente, pela pesquisa, e promete
-nos para breve um
legado arqueológico surpreendente para a nossa região
.

GILVAN FREIRE DE SOUZA

Nascido no Alto do Rodrigues, ali onde existiu um
aglomerado de casas, a partir da casa grande de Nasci-
mento Lopes, até as proximidades do casarão de Zezinho
F erreira
. Esse bloco residencial, composto de pouco mais
de uma dezena de casas, se ainda existisse, ficaria situado
no local onde se construiu a câmara Municipal e os diver-
sos prédios residenciais, de maior envergadura, posicio-



1.                   
\

Nascido em Alto do Rodrigues,
Gilvan Freire foi residir com
a família no Rio de Janeiro,
retornando ao Rio Grande do
Norte, onde faleceu em 1998.




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ALTO DO RODRIGUES
nados no alinhamento em direção ao prédio de residência
e loja de Zezinho Ferreira, de frente para o Oeste.
Nesse armado, existia a residência de João Matias,
cujo filho José Matias de Souza, conhecido
à época por
Dedé Matias, empregado do empório de Zezinho Fer-
reira, após se casar com Laura Freire de Lemos, daquela
mesma família Freire de Pendências, ainda existente, foi
residir no Alto do Rodrigues, onde nasceu o seu filho
mais velho. Dedé Matias, mais aventureiro, deixou a
família residindo em Pendências, pegou um Ita nos idos
1940, e foi para o Rio de Janeiro, onde fixou residência,
levando a família posteriormente e lá morando até 1972,
quando regressou para Natal
.
Gilvan, dando-se ao estudo das letras, fundou com
um amigo chamado Hélio Alonso, o curso preparatório
para vestibulares, no Rio de Janeiro, em que ensinava
Latim e Português. Esse empreendimento tornou-se no
que é hoje a FACHAS
- Faculdades Hélio Alonso de
Ensino Superior. Posteriormente, já residindo em Natal,
submeteu-se e foi aprovado em concurso da UFRN, e
passou a ser professor da disciplina de Latim, até fale-
cer, em 1998.
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,
AS FAMILIAS
RODRIGUES
Considerados os primeiros povoadores de Alto do
Rodrigues, seus membros sempre mantiveram destaque
social, econômico e cultural, desde os primórdios da
colonização até os dias atuais, como Joaquim Rodrigues
F erreira que, enriquecendo a toponímia regional, deram
nome ao progressista município de Alto do Rodrigues,
numa homenagem honrosa e justa ao dinamismo e ao
desempenho das atividades que abraçavam
. Ali se ins-
talou Joaquim Rodrigues Ferreira, filho do português
Manoel Rodrigues Ferreira e da brasileira norte-rio-
grandense Isabel Rodrigues Ferreira, já identificado.
Nasceu no povoado Boa Vista, atual município de Pen-
dências, e se casou duas vezes: a primeira com Gene-
rosa Rodrigues da Silveira com a qual teve seis filhos
e a segunda com Ricardina Rodrigues Cavalcanti, com
a qual produziu ainda 16 filhos. Fazendeiro e agricul-
tor, dedicou-se particularmente ao comércio, fazendo
fortuna e conquistando amizades. Foi militante político
do Partido Conservador, no período monárquico, tendo
como chefe o Padre João Manoel de Carvalho. Com o
advento da República, filiou-se ao Partido Republicano,
acompanhando os doutores Pedro Velho de Albuquerque
Maranhão, Miguel Joaquim de Almeida Castro, Amintas
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